sexta-feira, 4 de abril de 2008

Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB‏



BOM DIA, PESSOAL,recebi estou repassando; repassem para todos de sua lista um belo exemplo de como se deve reagir em face a tanta mediocridade, que vemos e ouvimos.


Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB da Globo Prezado Senhor Pedro BialDigníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhorapresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidadedo índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tivedurante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destinoapresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tãofalado Big Brother Brasil, o BBB.
Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar osparticipantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:- Vamos agora falar com nossos heróis!De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.Heróis????O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numaconfortável casa, participando de festas, alguns participando até desessões de sexo sob os edredons, falando palavras chulas e no fimpodendo ganhar um milhão de reais, de heróis?Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que selocaliza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos,mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse aauto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, parasuperar esse patamar.Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dosHelicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma.
As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nosmarcar para o resto das nossas vidas. Os seus 'heróis' Sr Bial, sãomeros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com osatos de heroísmos que presenciamos naquele momento.Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo oacontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavamindo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime deconfinamento.Não o confinamento a que estão sujeitos os seus 'heróis', pois elestêm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, quedifere um pouco da nossa realidade.
Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas,de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.E seus 'heróis' Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos?Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar,mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial,não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia,nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagensmanipulados pelos índices de audiência.
Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos eembarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidentede Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nestaplataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.Em memória dos colegas:Durval Barros Adinoelson GomesGuaraci SoaresCarlos Augusto Lordelo AlmeidaTécnico de Segurança Plataforma P-XVIII

sexta-feira, 28 de março de 2008

Análise critica dos artigos de Roseli Fígaro e William Dias Braga

Artigo de opinião:Nayara Alves



Análise critica dos artigos: Subjetividade e Trabalho: reestruturação produtiva e o papel da mídia na construção da identidade operária no Brasil-William Dias Braga



Comunicação e trabalho: as transformações do trabalho na empresa de comunicação - Roseli Fígaro.


O artigo de Roseli Fígaro especifica a importância dos meios de comunicação na sociedade devidos os mesmos nos colocarem em conexão com as informações que ocorrem no mundo.
Alguns pontos são abordados por Roseli e podem ser discutidos por nós cidadãos, levando em conta os pontos positivos e negativos. O artigo comenta sobre o comportamento das crianças em contato com os meios de comunicação e que não se trata de algo a ser comprovado, pois é perceptível e de fato é realmente o que identificamos hoje.
Jovens e adolescentes tem desenvolvido comportamentos que ate, no entanto não era apresentável como, por exemplo, o contato sexual, agressões físicas ou ate mesmo verbais e a descoberta de novos estilos de vida e é exatamente analisando esta questão que podemos encaixar no que Roseli diz: é perceptível.
Para ser discutido estes pontos, é necessário o conhecimento que devemos ter sobre o funcionamento, as estratégias de mercado, o interior das empresas de comunicação, seu trabalho e seus objetivos. Entender isto é o mesmo que compreender sobre a organização do trabalho para discussão da lógica produtiva da empresa.
É conveniente dizer que Roseli estaria com razão ao estabelecer uma linha de raciocínio de que com as novas tecnologias e o processo de desenvolvimento da sociedade e das empresas, a organização do trabalho é algo que tem ficado a desejar por parte de órgãos de pesquisas que estudem sobre as empresas de comunicação social.
Seria importante termos noções de estatísticas que apontam o circulo de sociabilidade, interesses, perfil profissional, cultura, objetivos, ou seja, relatórios que viessem a ser elaborados de forma clara para o conhecimento geral de povo brasileiro, que é consumidor e esta sempre ligado aos meios de comunicação.
Analisando o artigo de William Dias Braga, vemos que ele analisa sobre formas de construção das identidades operárias sob as novas demandas do capital, onde a Ciência e Tecnologia entram em cena para reforçar e legitimar as novas formas de gestão e de organização do trabalho.
São dois artigos que são vinculados, pois decorre a preocupação que surge ao percebermos a falta de informações sobre o funcionamento das empresas de comunicação e nas conseqüências que se implicam, pois de alguma forma influencia na produtividade do trabalho e no comportamento das pessoas.
Quando estamos no papel de consumidores de informações tendo por base como exemplo a mídia televisiva, jornais impressos, revistas e rádio como meios de comunicação, percebemos que existe a exigência de termos as informações com qualidade.
Quem não gosta de adquirir um produto com qualidade?Qual consumidor não se importaria se adquirisse um produto que não cumprisse com as características em destaque na embalagem ou na propaganda? “engolir” informações que são repassadas por jornalistas que talvez não tenham o comprometimento de trabalhar para o leitor e sim para a “empresa ”, que pode muito bem, estar ligada a interesses políticos ?
William deixa claro no artigo que se o trabalhador não se qualificar como poderá permanecer no mercado? Agora seria mais fácil entender que o mercado exige qualificação e o que esta em jogo neste artigo é analisar o trabalho das empresas de comunicação, pois podem alterar o perfil do empregado, que por sua vez, terá uma nova identidade.
Outro ponto a ser analisado é que não apenas as empresas de comunicação, mais qualquer empresa, podem alterar o perfil, o estilo de vida, a identificação do profissional. Isto começa acontecer quando a relação de empregado com empregador é mantida para identificar as necessidades de cunho psicológico, que é um dos fatores indicados por William.
Este acompanhamento de analise psicológica é valida para o campo motivacional e o comportamento do empregado. Não é possível ser analisado se não tiver uma relação entre as partes, empresa e empregador.

A importância de ter a relação é valida para uma reestruturação, produtividade da empresa, qualificação para o trabalhador. Se uma empresa não conhece o funcionário, como seria a produtividade? Neste caso podemos alegar que não seriam necessários os métodos de seleção para contratações.
Um conflito existente para empresas, seria o modelo que procuram para seus trabalhadores, para que consigam utilizar os meios tecnológicos, e terem maior flexibilidade no trabalho individual e em equipe. Mas como exigir um modelo próprio se cada empresa tem sem método de trabalho e as mesmas modificam a identidade do trabalhador?

É ai que esta... Ser flexível em todos os momentos é uma luta constante e individual. A organização do trabalho, a ética de cada pessoa, a abstração de informações sobre empresa e trabalhador, as mudanças de identidade, o espírito de liderança e ao mesmo tempo de conquista por parte da empresa e outras vezes por parte do trabalhador, é algo que não se estabiliza, pois esta em constantes modificações.
Conclui-se então que Roseli Fígaro esclarece bem sobre a necessidade de conhecimento do papel midiatico, e William Dias, sobre as mudanças de identificação, a importância das relações e ao mesmo tempo da subjetividade que implica nas relações comerciais, resultado claro na produtividade da empresa e no desempenho do trabalhador.

Referências

BRAGA, Wilhiam Dias. Subjetividade e Trabalho: reestruturação produtiva e o papel da mídia na construção da identidade operária no Brasil. ALAIC,2002.


FÍGARO, Roseli. Comunicação e trabalho: as transformações do trabalho a empresa de comunicação. Trabalho enviado ao Núcleo de Pesquisa Teorias da Comunicação. XXVIII Congresso da Intercom, 5 a 9 de setembro de 2005.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Proteção do anonimato e o prazer das interatividades



Artigo de opinião

As novas tecnologias com base no surgimento de salas de bate-papo “chat´s” proporcionaram as pessoas à construção de identidades que viessem a fazer parte de suas vidas. As condições vantajosas que estas interatividades permitem como o anonimato, produz facilidades para que os internautas se relacionem da forma que quiserem. O fato de se ter a imagem preservada e a sensação de trabalhar com a mente imaginando o perfil da pessoa que esta do outro lado e o destino desta conversa traz a satisfação pessoal.
A liberdade de expor idéias, desejos físicos e emocionais são facilmente encontrados nos sistemas de mensagens instantâneas. A conduta do indivíduo começa com a procura de compatibilidade por faixa etária e localização geográfica e ao longo da conversa as perguntas são destinadas a características físicas. O que é mais interessante é como as pessoas se encontram no prazer e conseguem se revelar líderes do polyamory


[1], pois outra facilidade é a possibilidade de se relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo e já que se pode ter “prazer virtual” com uma pessoa os usuários se esbanjam na escolha de seus parceiros virtuais.
Segundo legado de Freud as conseqüências que este tipo de tecnologia oferece é a compulsão repetitiva em certas atitudes em busca de prazer. Normalmente são atraídos pelos Nick´s (apelidos) e no processo de interação o que não se leva em conta são as frustrações psicológicas e o risco que a pessoa corre quando não sabe utilizar a ferramenta de forma correta. Um exemplo claro são os encontros marcados que viraram tragédia, pois a proteção do anonimato é um elemento que contribui para o estímulo da curiosidade e prazer para o ínicio de uma relação.
Não existe um perfil específico de uma pessoa que gosta de usufruir as facilidades da internet, isto é muito relativo, pois sabemos que entre milhões de internautas existem pessoas que sofrem de complexo de inferioridade, racismo, preconceitos físicos, frustrações amorosas, problemas familiares e dificuldades de sociabilidade e que se desprendem mais quando faz uso desta ferramenta.
Enquanto muitos querem se mostrar nos sites de relacionamentos expondo fotografias que revelam suas características físicas e vida pessoal, outros preferem o anonimato. As novas tecnologias vêm evoluindo em um processo rápido e muito dinâmico, mas ao mesmo tempo tem deixando a preocupação para pais de família que não tem como garantia a total proteção de seus filhos. Outros pais não se preocupam tanto, por trabalharem fora ou não estarem situados com o comportamento dos internautas em relação ao manuseio eletrônico.
Em consultórios psiquiátricos aumentam o número de adolescentes que se queixam de frustrações amorosas, casamentos desfeitos e situações de violência sexual. Diante disto percebo o quanto nossos filhos ou “futuros filhos” não podem ficar sozinhos no processo de auto-conhecimento e criação de sua identidade.
Estar junto a um filho não é como fazer praça para uma visita que chega a sua casa e não tem hora para ir embora, mas é reconhecer que existe um ser que precisa de auxilio para se encontrar. Quando alguém usa de empatia para com pais que perderam filhos e filhas assassinados por causa do anonimato que as estimularam descobrir um “amor fantasiado” e que as atraíram, vejo que nunca estamos sós e que existe sempre alguém de personalidade boa ou má para ser escrito na página de nossas vidas.
Seria muito preservar nossos filhos deste mundo virtualizado?As interatividades criadas poderiam preservar mais a sociedade dos atos criminosos de pessoas compulsivas? O problema que temos não é algo tão simples que poderia passar de leve, mas são vidas que estão em jogo.
Algumas pessoas só conseguem se expressar e libertarem- se do julgo de acusações e rejeições, quando ficam hipnotizados pelas fantasias sistematizadas,porém sabemos que mesmo sendo este um momento de prazer seria um momento de ilusão. Seria mais sofrimento do que propriamente prazer, as interatividades servem para descontrair e por alguma eventualidade desta vida, ironia ou sei lá o que, é que eu diria que a possibilidade de um ou uma jovem encontrar um grande amor não são de grandes proporções.
No período que vivemos o que tem sido importante para as pessoas é terem uma identificação de “super homens” e “super mulheres”, e usam as novas tecnologias para se apropriarem de um perfil duvidoso, pretensioso, atraente e tudo isto começou com as facilidades de um tempo moderno, inovador e que foi chegando de mansinho e tomando conta da vida alheia, da cabeça de adolescentes imaturos que achavam que poderiam escrever qualquer coisa e se comunicar na base do “anonimato”, mas as coisas mudaram.
O poder persuasivo de quem comanda a ferramenta é que dirige e finaliza a história. Digo isto porque as palavras sedutoras levam os interados a saírem dos chat´s e irem para programas que aceitam conexão com web cam, as imagens vão integrando e o assunto vai ficando mais interessante e depois vem as possíveis conseqüências.
Como diz a Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta e Psicanalista em São Paulo, Ana Claudia Ferreira de Oliveira 
[2], o começo de um relacionamento é sempre gostoso. Há muita novidade, alegria, e também, muita paixão encobertando os problemas e defeitos de cada um. Quando terminamos um relacionamento, temos de lidar com o nosso fracasso, pois em última análise, somos sim, em parte, responsáveis pelo desenrolar daquela relação, ainda que não quiséssemos esse final.
Eu diria que estamos vivendo um prazer arriscado que se aproxima cada vez mais... sem pensar que existem os dois lados da moeda.


Artigo de Nayara Alves



[1] Neologismo inglês "polyamory", que significa "muitos amores". Disponível em:< http://editoraglobo.globo.com/> acesso em 08 de out.2007
[2] Artigo disponível em:<> acesso em: 08 de out.2007

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

INSTITUIÇÃO ACADÊMICA É PRESTIGIADA COM OBRA DE ARTE DOADA POR ALUNO.

Por Nayara Alves

A Faculdade Araguaia, localizada na região sul de Goiânia, foi presenteada com uma obra de arte intitulada de “minha faculdade”, produzida pela Artista Plástica, Lourdes de Deus.
A obra foi doada, no último dia 28 de abril, pelo Repórter Fotográfico e aluno do 8º período de jornalismo, Valdemy Teixeira, que repassou o presente as mãos do Professor e Diretor da Instituição, Arnaldo Freire.
Para Valdemy Teixeira, a escolha da obra como presente é pela apreciação que tem por artes. “A arte, reproduz nosso olhar no cotidiano e na realidade”, afirmou. Arnaldo freire prestigiou a obra e diz ter sido gratificante a iniciativa e a atitude do aluno.

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