sexta-feira, 12 de março de 2010

Carreira Jornalística

Formado em Jornalismo e pós graduando em comunicação e marketing, Valdemy Teixeira, fotógrafo, teve seu primeiro contato com o mercado de trabalho aos 13 anos de idade.

Contratado pela Organização Jaime Câmara, na cidade de Goiânia – GO ,aprendeu a encarar a vida com muito esforço e dedicação em sua função de jornaleiro e a partir daí,
sua carreira deslanchou.

Apaixonado por imagens, Valdemy somou a paixão com a oportunidade adquirida e aprimorou seu trabalho após manter contato com autoridades e com diversos tipos de empresas.

Hoje, com profissionalismo, dedica-se a fotografia jornalística além de realizar serviços particulares.
Atribui seu tempo a participar de vários workshops de moda, fotojornalismo,iluminação, direção fotográfica, casamentos e fotografia publicitária.

Durante sua carreira sempre esteve aberto a críticas e sugestões, estando sempre apto a ampliar cada vez mais esta área do conhecimento que tanto lhe fascina.

Contatos: 0 xx (62) 9603-1625/ valdemy28@gmail.com ou http://www.valdemyteixeira.com.br/







Galeria de fotos


















créditos: Fotógrafo Valdemy Teixeira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Responsabilidade Social

Ficha Técnica:
Produção: Alunos do 6º período de Jornalismo
Apresentação: Lívia Sousa e Paullo Di Castro
Repórter: Nayara Alves
Supervisão: Prof. Márcio Venício
Imagens/edição: Dionísio Costa e Rogério Honório
Realização: Faculdade Araguaia
Ano: 2009/1

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Luta pela vida

Texto: Nayara Alves, Larissa Costa, Ana Renata, Melanie Gothe, Manuela Guerra, Juliano de SouzaFotos: Nayara Alves / Ana Renata Edição: Profa. Renata Dos Santos


Diógenes Gregory (esqueda), transplantado, ao lado da sua mãe, Maria Fátima, e do irmão Pierre, que também recebeu um rim


“Tenho um amigo que ficou 12 anos na fila de espera. Todos dependem de sorte para conseguir um doador compatível”, diz Diógenes Gregory, transplantado que enfrentou fila de espera por um órgão.


O estudante de comércio exterior Diógenes Gregory Gonçalves Dutra, 27 anos, residente em Aparecida de Goiânia, conhece de perto a realidade de uma fila de espera. Ele aguardou dois anos para receber um rim e só foi beneficiado porque contou com a solidariedade do cunhado que era compatível.

“A pessoa pode ficar dois, três, cinco, vinte anos na fila e nunca conseguir um transplante”, desabafa Diógenes. Para o estudante, a longa espera resultou em tratamentos constantes por causa da gravidade da doença. ”Tenho a síndrome de Albert, que paralisa os rins, a audição e visão. No meu caso, a doença paralisou os rins e também perdi 40% da audição”, revela.

Segundo o médico Luciano Leão, coordenador da Central de Transplantes do Estado de Goiás, a realidade das filas ainda é um fator que exige melhorias. “São 554 pessoas que aguardam um rim e 2,8 mil na espera por uma córnea.", afirma.

Luciano Leão acrescenta que tais dados abrangem todo o estado de Goiás. O coordenador esclarece que estas estatísticas nem sempre correspondem à realidade, pois muitos pacientes que precisam de um transplante, desconhecem seu estado real de saúde. “Os números revelam apenas pessoas cadastradas. Nosso objetivo é que esta fila caminhe”, relatou.



Luciano Leão, coordenador do Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás (CNCDO-GO)


Parceria é esperança de avanços

O transplante é um processo cirúrgico no qual uma pessoa recebe em seu corpo um órgão ou tecido de um doador. Segundo o médico Luciano Leão, muitas vezes a fila de espera não diminui porque ainda é pequeno o número de pessoas dispostas a autorizar doação de órgãos.

Ele diz que a novidade no campo dos transplantes é a perspectiva de parceria, ainda sem data confirmada, da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás (CNCDO-GO) com as secretarias de Saúde e de Educação do Estado de Goiás. Trata-se de um acordo para desenvolver e intensificar campanhas para atrair doadores e esclarecer dúvidas.
Entenda como funciona o processo de doação ao transplante

A Central de Transplantes do Estado de Goiás conta com quatro equipes. A primeira equipe faz contato com a família do doador para verificar a possibilidade de retirada dos órgãos. Se a família concordar, a equipe logo informa a central.

Outra equipe é a burocrática, que entra em contato com médicos realizadores de transplantes em hospitais como a Santa Casa, o Hospital Santa Genoveva, entre outros. Existe outra equipe que providencia a retirada dos órgãos e também a que faz a distribuição para os receptores.

No inicio do próximo ano os transplantes não devem ser realizados apenas no Hospital de Urgências de Goiânia, como ocorre atualmente. “Com isso, reduziremos o tempo de espera da família pelo corpo”, afirma.

Nova regulamentação

A nova regulamentação do Sistema Nacional de Transplantes define que crianças e adolescentes menores de 18 anos terão prioridade no recebimento de órgãos de pessoas da mesma faixa etária. Elas também poderão entrar na fila de transplante de rim antes de enfrentarem a fase terminal da doença.

A equipe médica supervisiona a atualização online do prontuário do paciente. Quem estiver na espera por um órgão também poderá ver na internet a sua posição e o andamento da fila.
O regulamento também dificulta a comercialização de órgãos como fígado e rim. A doação entre pessoas que não são da mesma família deve passar por uma comissão de ética formada por funcionários dos hospitais.

Para mais informações acesse: http://www.transplantes.go.gov.br/ ou envie seu e-mail para centraltransplantes.go@saude.gov.br
Telefones: 62-32018319 / 3201.8320

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SUSTENTABILIDADE CULTURAL:VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

Por Nayara Alves
Sustentabilidade cultural ... Afinal, o que seria? O termo tem sido discutido entre alunos e professores da Faculdade Araguaia, em Goiânia, e questionado também quando se trata de meio ambiente.

Nos últimos anos, alguns estudiosos têm relacionado a ‘diversidade cultural’ como a necessidade de provocar os ambientalistas que trabalham de forma restrita com a definição de biodiversidade’. Nesse sentido, um dos objetivos da preservação ambiental seria a de manter as raízes culturais de índios, sertanejos e de outras comunidades, que vivem em comunhão com a natureza. "Os monocultores da cana, por exemplo,deveriam entender que, ao destruir determinado espaço, estão destruindo também a cultura de um povo ou comunidade.
Quando falamos em sustentabilidade cultural, nos referimos a manifestações que estão relacionadas com a vida das pessoas", afirma o sociólogo, jornalista e documentarista Márcio Venício Nunes.

Segundo ele, quando o dinheiro (capital)se faz necessário para preservar uma determinada manifestação cultural, tal realidade significa que sozinha, no seu estado natural, ela não sobrevive. E, portanto, deixa de ser cultura. "O mesmo dinheiro que a destruiu não tem forças para promover o resgate, e nem conseguiria. É como uma espécie viva; depois de extinta, acabou",
argumenta.

Ações sustentáveis e responsáveis

A preservação de patrimônios culturais, investimentos na área turística e em outros setores de atividade – como a educação, por exemplo — são algumas ações com foco na sustentabilidade cultural. Elas buscam democratizar o acesso da população a bens culturais, seja pela recuperação e restauração de obras e acervos que compõem o patrimônio cultural; com a manutenção de museus e registros históricos da cultura brasileira; ou por meio da difusão e leitura de obras literárias e promoção de oficinas de arte e música, com a participação de crianças e jovens.
Esses são projetos que representam ações privadas de interesse público voltados ao segmento cultural.

Formada em Letras e especialista em Literatura, a professora Rita Coni define a sustentabilidade como um termo "amplo e relativamente novo, tanto que não é encontrado com facilidade em dicionários".

Para Rita, a sustentabilidade cultural seria parte da responsabilidade social, "uma vez que a população deve refletir sobre o fato de que a reprodução do capital depende essencialmente da capacidade da humanidade se reproduzir em condições saudáveis".

O Primeiro Encontro de Catira na cidade de Rio Claro, em São Paulo, também pode ser exemplificado como um projeto de apoio à sustentabilidade cultural. O evento visa levar à população o conhecimento desta festa popular, além de registrar a catira como técnica de dança, para que possa, ao longo do tempo, ser repassada a quem desejar.

Violeiro das festas catireiras e divulgador das manifestações culturais na cidade de Uberaba,em Minas Gerais, o diretor artístico Wosley Torquato conta que raramente os dançarinos são remunerados ao se apresentarem.

Para garantir a sobrevivên-cia dos grupos, no entanto, há uma saída: a solicitação de verbas junto aos canais competentes da esfera pública, na área cultural.
Dessa forma, é viável a captação de recursos de empresas privadas – com a contrapartida da isenção fiscal – não apenas para as comunidades catireiras, mas também para representantes de outras manifestações culturais.

A força da tradição

Desde a época do Brasil colonial, nos tempos do tropeirismo, encontramos a catira em nossa história. Trata-se de uma autêntica dança brasileira, presente em diversas regiões do país. Ela é uma das mais antigas representações da alegria, criatividade e, principalmente, da arte do nosso
povo.

Muitas pessoas de origem rural participam das festas levando os mais jovens para conhecerem a tradição de seus pais e avós. Durante esses encontros, há muita vibração ainda nas cavalgadas, provas da argolinha, romarias, concursos de marcha,baliza e tambor, entre outros destaques do folclore regional.

Junior Mureb, de 48 anos, é outro catireiro que promove ‘eventos sustentáveis’. Ele vive no estado do Rio de Janeiro, e lembra que a tradição histórica de fazendas jesuíticas onde portugueses e índios tamoios dançavam e batiam os pés e as mãos: é a catira, iundú ou cateretê. "O Rio de Janeiro abriga a cultura indígena de várias partes do Brasil e também dos negros. Para apresentarem suas danças e outras manifestações culturais, todos realizam pesquisas, fundam associações e lutam por benefícios estaduais paras suas comunidades", destaca.

Mureb reclama que do pouco apoio obtido em órgãos públicos. Apenas as secretarias de agricultura e da cultura é que eventualmente nossos parceiros", sublinha. Para o catireiro, falta preparo e conscientização de crianças e jovens, nas próprias escolas, para a importância das festas e tradições populares não apenas no sentido religioso, mas também como forma de cultura sustentável. "Esses eventos, além de atrativos com sua música, dança e folclore, envolvem a geração de emprego e renda. É muito importante contribuirmos para a preservação desses grupos", arremata.

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