sábado, 5 de julho de 2008

Critica a falta de segurança para os jornalistas

Por Nayara Alves

Não existem contradições ao dizer que os jornalistas estão vulneráveis a situações de riscos e de que segurança é algo que as empresas de comunicação não garantem aos seus funcionários.

Cobrir uma matéria e enfrentar multidões tem lá suas dificuldades e tem muita gente que não acha nada, outros não querem pensar no assunto, afinal ao parecer de alguns o jornalista é apenas um apresentador e se esquecem de que a proteção é um assunto social.

A violência contra jornalistas no Rio de Janeiro deu lugar as manchetes de jornais brasileiros, após o jornal O Dia ter relatado que no dia 31/05, uma equipe de reportagem do jornal havia sido sequestrada e torturada por milicianos durante sete horas na Favela do Batan, em Realengo, no dia 14 de maio.

Pensar que o trabalho de um jornalista é algo gratificante para a sociedade seria muito? ter um pouco de proteção ao sair para as ruas com nossos bloquinhos seria demais? subir e descer, levantar e cair e ainda por cima dar conta do recado sem deixar transparecer para as pessoas que muita vezes estamos cansados, sensibilizados com a história dos entrevistados,com medo de certos "lugares" e manter o nosso sorriso por amor a profissão escolhida, por prazer de escrever e ler e ir além dos que muitos definem o jornalismo seria algo banal?

As autoridades competentes,"assim ditas",não tem tomado providências, idéias so ficam nos papéis e em debates realizados quando a "coisa fica feia", e enquanto o bate-boca continua, os jornaslitas ficam de mãos atadas tentando entender o que seria liberdade de expressão.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Namorados

Namorados estão menos românticos e mais endividados
Agencia Estado

Neste Dia dos Namorados, 67% dos paulistanos comprometidos pretendem presentear. No entanto, desse total, 65% confessam que prefeririam usar o dinheiro para quitar suas dívidas, revela pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).O valor médio do presente para este ano está estimado em R$ 55, e a preferência é pela compra com pagamento à vista. Dos entrevistados, 68% pretendem fazer o pagamento por meio de cheque, dinheiro ou cartão de débito, enquanto 28% utilizarão o cartão de crédito e 1% financiará a compra com cheque pré-datado ou carnês.Segundo o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Emílio Alfieri, esse comportamento evidencia o maior endividamento do consumidor. Ele destaca que, em maio, as dívidas incluídas no cadastro de inadimplentes do SCPC aumentaram 11,5% e as dívidas excluídas subiram 6,9%. "Essa diferença acentuada no mês passado sinaliza que é preciso maior cautela na hora de assumir novos gastos", adverte.Celular, roupas e floresO telefone celular será a preferência do consumidor neste Dia dos Namorados, revela a pesquisa de perspectiva empresarial da Serasa. Para o assessor econômico da entidade, Carlos Henrique de Almeida, a liderança é explicada pela constante incorporação de novas tecnologias, promoções de planos e serviços oferecidas pelas operadoras, e facilidades de pagamento. Outra opção de presente são as roupas e acessórios.Em terceiro lugar, estão as flores. Almeida lembra que, em 2007, os perfumes e cosméticos ocupavam a terceira posição. "O maior endividamento do consumidor determinou a mudança este ano. As flores, que no ano passado estavam em quarto lugar, são mais baratas e ganharam destaque" explica.O Dia dos Namorados é a terceira melhor data para o comércio, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. Os comerciantes da capital paulista esperam para a data um crescimento de 2,5% nas vendas na comparação com o ano anterior. Em 2007, a alta registrada correspondeu a 1,5% ante 2006.

DISPONÍVEL EM :http://www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=901458 ACESSO EM: 12 DE JUNHO 2008 AS 11HORAS E 09MINUTOS

terça-feira, 10 de junho de 2008

“Onde antes havia vinhedos, hoje há palazzi”

Por Nayara Alves

A Revolução Social
1945-90




A palavra chave que poderíamos utilizar nesta análise baseada no texto, ”A era dos extremos, o breve século xx (1914-1991)” de Eric Hobsbawms seria: transformações. Além de simplificar o tema que Eric discute, apresenta também detalhes sobre tais transformações e explicações para acontecimentos presentes.

È interessante como o autor inicia seu texto explicando termos que durante algumas gerações foram usados para que as pessoas compreendessem a vida no século xx e que ainda hoje alguns autores utilizam para contar suas histórias e que uma vez ou outra, nós mesmos acabamos á utilizar.

O autor faz questão de destacar algumas expressões, bem familiares: pós-guerra, pós-moderno, pós-industrial e assim vai. Esta questão é simples, diante de tamanhas modificações que ocorreram no passado e que em decorrência disto, traz certas respostas para nossos questionamentos.

Estamos falando de transformações tecnológicas, inovações culturais, intensificação de movimento, transformação de crescimento material quantitativo, como Hobsbawms destacou e acrescentou mudanças súbitas e sísmicas. O mesmo segue dizendo sobre o comportamento dos camponeses que largou o campo e foi para cidades grandes em busca de estabilidade financeira.

Quando lemos isto, talvez não pensássemos na dimensão de camponeses que havia naquela época, pensamos em cidadãos simples que viviam em zonas rurais e que lutavam pelo sustento de suas famílias. Em parte pensamos certos, porém é importante deixar claro que não eram poucos camponeses. Eric faz menção a pesquisas que apresentam taxas da movimentação das cidades grandes recebendo milhares de camponeses e o impressionante esvaziamento dos campos.

Os camponeses ficavam por horas viajando de ida e volta para seus locais de trabalho, isto mostra uma das dificuldades que enfrentavam, e faziam isto porque sabiam a importância de se ter estabilidade naquela altura do campeonato. Os problemas não paravam por ai, outra questão era as péssimas condições de moradia, com as baratas e ratos convivendo com seres humanos nos cortiços e favelas, cresceu a quantidade de doenças, e os centros urbanos habitados por seres da fauna.

Todo este processo de saída do campo foi denominado pelo autor como declínio e queda do campesinato. De acordo com Eric, a agricultura foi um ponto forte no século xx, a Síria e o Iraque tinham metade de seus habitantes na agricultura, e na Europa muitos camponeses arando terra, e mesmo assim a queda ocorria muito depressa.

Diante de tais mudanças, vemos também que os países industriais desenvolvidos em exceções, se transformaram em grandes produtores agrícolas para o mercado mundial. Hobsbawms explica que isto ocorreu enquanto se reduziam a população agrícola a uma porcentagem pequena, e isto se deu pelos trabalhadores restantes no campo, e pela incrível explosão de produtividade de capital intensivo.

Uma economia agrícola nominalmente dita como mecânica, porque os agricultores ricos tinham a disponibilidade de maquinários para execução dos serviços, e em tempo adequado aos seus desejos. A revolução agrícola se estendeu. Muitas regiões não conseguiam alimentar sua imensa população, diante de uma explosão demográfica.

Alguns pontos chamam mais ainda atenção como o extraordinário crescimento da alfabetização em massa e demandas de vagas na educação secundária, onde Eric mostra que os estudantes eram contados em milhões na França e outros países. Isto abre um leque de perguntas na mente de pessoas que tomam conhecimento desta época oscilante

Perguntas como, por exemplo, a forma de sobrevivência das famílias dependendo de ter mais pessoas para ajudar no sustento da casa, isto não atingiria a educação a ser ministrada para os filhos dos camponeses? Afinal eram pessoas do campo que preencheram boa parte das cidades grandes. Mas é justamente neste ponto que Eric Hobsbawms diz que a maior parte dos estudantes vinha de famílias em melhores condições que a maioria e ainda faz uma pergunta irônica e bem lógica, de que outros modos poderiam pagar alguns anos de estudo?
Para pergunta uma resposta: um milagre educacional, exatamente, Eric apresenta a existência de um termo até, no entanto não muito compreendido, ate mesmo porque isto ocorria pelo esforço dos pais coreanos para manter filhos intelectuais.

O grupo de jovens que passavam ao ensino superior, cresceu muito nessa época, e com eles o governo foi obrigado à criar novos estabelecimentos para confortar o excessivo número de alunos e funcionários. Esses grupos de universitários, se concentravam em cidades universitárias assim constituindo uma nova forma de cultura na política.

O descontentamento político e social se revelou com intensidade na década de 1960, com bastante eficácia na expressão nacional e até mesmo internacional. Com todos os acontecimentos já estabelecidos, ainda assim 1968, não foi considerado uma revolução por parte dos estudantes, isso porque, por mais numerosos e mobilizáveis que fossem, não podiam fazer sozinhos.

Foram criadas greves operárias na França e na Itália, mas após vinte anos tudo o que se tinha como um pensamento e uma luta foi lançado fora, vendo-se assim uma desistência por parte de alguns estudantes, pois, embora os movimentos políticos recebessem muita publicidade, não faziam diferença para o estado, não causavam um impacto mais sério. Os universitários que continuaram a protestar pelos seus ideais, foram impedidos de agir de varias formas, entre elas está à brutalidade e a tortura já aplicada na década de 1970.

Os estudantes promoviam ações radicais, pois, tinham em seus pensamentos de que quanto mais revolucionários fossem, maior seria a possibilidade de conseguir um emprego ao sair da universidade. O que se descobre é que tal atração pelo radicalismo não é vista em boa parte desses jovens, mas a minoria (mas que também era representada por muitos jovens) falava mais auto, conseguindo levar seus pensamentos à frente.

O número de estudantes que sairiam para as universidades continuou a crescer com muito mais freqüência e com isso o governo resolveu criar uma maneira de romper esse crescimento. Assim foi feito. A partir de um determinado momento não era qualquer estudante que teria o privilégio de estarem em uma universidade, todas as formas de se chegar lá foram delimitadas.

Não poderíamos deixar de destacar mais algumas informações focadas pelo autor como sendo primordiais para o entendimento de todas estas transformações, e as influências no tempo presente. Destacamos o neoliberalismo com suas preferências de privilegiar algumas pessoas de classe, fazendo com que mais tarde o individualismo se manifestasse entre as classe trabalhadora
O papel da mulher, a liberdade e autonomia, o feminismo,as mulheres intelectuais,o orçamento familiar...nossa...quantas mudanças não é mesmo? E é incrível que a maioria delas refletem nas nossas vidas.O autor identifica muito bem estes pontos e reserva a todos nós, profundas reflexões.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ídolo??




Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:


'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisaestarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo,inadmissível.Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado . No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras.. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.São esses pais que devemos ter como exemplo? Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante. Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais,beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou. Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria? Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde.A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo , pois amigo não diz SIM sempre.'Karla ChristinePsicóloga Clínica

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB‏



BOM DIA, PESSOAL,recebi estou repassando; repassem para todos de sua lista um belo exemplo de como se deve reagir em face a tanta mediocridade, que vemos e ouvimos.


Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB da Globo Prezado Senhor Pedro BialDigníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhorapresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidadedo índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tivedurante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destinoapresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tãofalado Big Brother Brasil, o BBB.
Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar osparticipantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:- Vamos agora falar com nossos heróis!De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.Heróis????O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numaconfortável casa, participando de festas, alguns participando até desessões de sexo sob os edredons, falando palavras chulas e no fimpodendo ganhar um milhão de reais, de heróis?Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que selocaliza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos,mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse aauto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, parasuperar esse patamar.Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dosHelicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma.
As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nosmarcar para o resto das nossas vidas. Os seus 'heróis' Sr Bial, sãomeros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com osatos de heroísmos que presenciamos naquele momento.Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo oacontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavamindo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime deconfinamento.Não o confinamento a que estão sujeitos os seus 'heróis', pois elestêm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, quedifere um pouco da nossa realidade.
Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas,de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.E seus 'heróis' Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos?Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar,mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial,não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia,nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagensmanipulados pelos índices de audiência.
Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos eembarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidentede Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nestaplataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.Em memória dos colegas:Durval Barros Adinoelson GomesGuaraci SoaresCarlos Augusto Lordelo AlmeidaTécnico de Segurança Plataforma P-XVIII

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