sábado, 6 de junho de 2020

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL EM TEMPOS DE QUARENTENA!




Inteligência emocional é fundamental para o enfrentamento de qualquer crise ou desafio, afinal, ninguém consegue pensar de cabeça quente. Mas, você sabe o que significa e como desenvolver habilidades e posturas saudáveis, neste momento de pandemia? 

Segundo conceitos da Psicologia a inteligência emocional é a capacidade que o individuo ou organização tem de administrar suas emoções para alcançar seus objetivos. 



  1.  Conheça a si mesmo! – Quando alguém nos pergunta quais são nossos defeitos e qualidades, normalmente temos dificuldade de falar de nós. Conseguimos pontuar os outros e estabelecer um estereotipo positivo ou negativo, mas, que tal começar a listar seus defeitos e qualidades? Faça uma reflexão dos seus pontos fortes e fracos e comece a si conhecer. Estabeleça perguntas e respostas em que tenha a chance de refletir sobre quem você é, e como pode melhorar. 
  2. Treine Autocontrole! - Quando nossa mente se dispõe a focar nos problemas é natural que venha a ansiedade e a confusão mental. Em contrapartida, nosso corpo corresponde às sensações aceleradas podendo desenvolver diversos sintomas psicossomáticos, portanto, o autocontrole é um dos pilares da inteligência emocional que permite ao indivíduo controlar seus pensamentos e ações a partir do conhecimento de suas emoções. Pratique exercícios físicos e de respiração e não esqueça que é muito importante aproveitar o tempo da quarentena para aprender algo novo, mas também se desconectar por algumas horinhas e obter o silêncio para dedicar-se a paz interior.
  3. Faça algo por alguém! - Sempre podemos ajudar o próximo e, diante do atual cenário a voluntariedade e a solidariedade são muito válidas e bem-vindas. É necessário ter empatia e consciência social. Liste as comunidades próximas que você possa ajudar, seja com ajuda financeira ou praticando alguma atividade que contribua com quem precise. Faça o bem! Quando somos úteis e assim nos sentimos, nosso corpo tende a refletir o que de bom fizemos. 4
  4.  Se relacione! – Quando utilizamos as oportunidades do isolamento para fazer novos amigos, parcerias e aumentar nosso network, mesmo que a distância, permitimos que nossa inteligência emocional evolua e amadureça. Temos a chance de resolver conflitos com mais facilidade, além de comunicar de forma mais clara e eficaz. Quando nos relacionamos temos a chance de aprender e ensinar, uma troca formidável com experiências únicas!. 
  5. Renove-se! – Nem tudo que lemos, vemos ou ouvimos fará com que sejamos abastecidos com muita força e otimismo ou fará com que tenhamos um “boom” de inteligência emocional. A dica é: O que te move? O que te faz ter vontade de crescer? Agregue conteúdo de valor para sua vida, seja consumindo um documentário interessante, séries e filmes que estão em alta, seja um bom livro ou aquele podcast especial. 
Estar atualizado não significa que terá que se alimentar de conteúdos trágicos, porque estes estão em alta. Temos a oportunidade de crescer mesmo em meio às crises e isso se chama resiliência que só é possível, quando desenvolvemos posturas saudáveis para o afloramento da inteligência emocional.



quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Encerramento da palestra Plenitude


Sem dúvidas acrescentou muito em nossa jornada de trabalho e de vida pessoal. 
Palestrante e Coaching Adelson Gomes deu um show de simpatia, sabedoria e conhecimento! 
#OPopular #jornalismo #tvanhanguera






Palestra Plenitude promove conteúdo de auto conhecimento e discute temas sociais



 "Depressão, conflitos internos, família e relações interpessoais fazem parte da programação"


Colaboradores do Grupo Jaime Câmara prestigiaram na manhã desta segunda-feira, 26, a palestra Plenitude, ministrada pelo Coaching e Conferencista, Adelson Gomes, que atua neste ramo há mais de dois anos. O evento que se estenderá até esta terça-feira, 27, traz em pauta temas sociais e motivacionais como depressão, conflitos internos, motivação, família, valorização a vida, dentre outros.

Segundo Adelson o grande desafio de suas ministrações assim como em todas as áreas da vida é conhecer a si mesmo. “Quando você se conhece, você empodera e tem autenticidade, e isso não te impede de se espelhar em alguém. O grande desafio é você entender que não precisa ser igual ao outro, basta ser você mesmo, se valorizar, ter percepções e valores diferentes respeitando o ponto de vista alheio”.
Questionado sobre os impactos ao tratar o tema depressão para um público com distintos perfis, o Coaching revela que muitas pessoas até com cargos altos participam da palestra, mas o procuram de forma reservada para falar sobre o assunto, por vergonha ou dificuldades de se relacionar devido as consequências da depressão, falha no autoconhecimento, ansiedade e complexidades e arrematou dizendo “Somos incomparáveis. Quando falamos de plenitude é sermos plenos em tudo e não apenas em uma área de nossa vida”
A iniciativa do evento partiu da Coordenadora Comercial de Telemarketing, Juliana Leite, que afirma ter como objetivo primário a motivação de sua equipe além de proporcionar o crescimento pessoal e profissional. Destaca que o investimento em conhecimento permite uma melhor identificação das mudanças no mercado e de si mesmo, desta forma, a oportunidade de trazer um profissional com um conteúdo rico e aplicável, demonstra como é importante a empresa valorizar seus colaboradores, mesmo que em tempos difíceis.

Palestrante, Adelson Gomes.


Aldeson Gomes, Alexander Vieira, Juliana Leite, Cláudia e Higor Licas

Equipe Comercial O Popular





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Rota de Sucesso. Convenção Comercial 2017 Grupo OJC.

Texto: Nayara Alves


O Grupo Jaime Câmara realizou nesta terça – feira, 01 de fevereiro, a Convenção Comercial 2017 no Hotel Mercure, em Goiânia. O vice-presidente de negócios, Ronaldo Ferrante, deu início à abertura oficial fazendo um balanço sobre o ano de 2016 e destacando as mudanças pontuais que o ano de 2017 já vem apresentando na economia e no movimento do mercado.

Com agradecimentos a todo o corpo diretivo e comercial, Ferrante se apresentou otimista para o novo plano de ação que trará reformulações em algumas mídias. Ronaldo ressaltou ainda que no ano anterior foi possível com uma equipe enxuta e pouco investimento, chegar a um resultado confortável e consistente.

O plano de ação que impacta a área comercial terá foco na abordagem aos clientes oferecendo soluções de mídia. O vice-presidente de negócios arrematou dizendo que o objetivo será mostrar o que a mídia tradicional pode oferecer e que será importante todos terem serenidade e sabedoria para enfrentar os desafios que o novo planejamento pode trazer.

Motivação

O evento contou com a participação do comediante Jaque Espera. De forma agradável e divertida o convidado trouxe uma importante reflexão sobre aprender a gostar do que se faz e fazer o que se gosta. Também destacou a importância de viver a vida e não apenas existir; mudar a rota da vida caso esteja na direção contrária; falência emocional e os diferentes gêneros do protagonismo.

O público também se divertiu e refletiu com o Filósofo, Escritor, Educador e Palestrante Mário Sérgio Cortella. A reflexão foi pautada sobre o legado das gerações; Ações iguais e a espera de resultados diferentes; novos paradigmas e o impacto da internet no nosso jeito de viver, escrever e negociar.

Cortella encerrou o discurso afirmando que a rota do sucesso é ensinar o que se sabe; praticar o que se aprender e perguntar o que se ignora.

#rotadosucessoojg
#rotadosucessogjc
#agenciaq9

Mário Sérgio Cortella, Palestrante

Mário Sérgio Cortella., Palestrante

Comediante Jaque Espera

Comediante Jaque Espera

Comediante Jaque Espera

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Bazar Beneficente e Feira de Adoção



Adote um animalzinho!



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Exposição " Gestos"


Acontece do dia 05 ao dia 12 de Outubro, no Goiânia Shopping - Setor Bueno, a  Exposição "Gestos", promovida pela Fotógrafa Paula Sales, especialista em fotos de newborn.

O evento tem como objetivo homenagear as crianças no mês em que se comemora a data delas, além de apresentar a força do amor materno, com belíssimas fotos de gestantes que foram registradas pela fotógrafa Cláudia, mãe e sócia de Paula Sales.

A exposição foi inaugurada com a abertura de um coquetel atraindo amigos, clientes e apreciadores do estilo newborn, aonde bebês são fotografados nos primeiros dias de vida, exprimindo gestos de extrema pureza, inocência, leveza e beleza, sinônimos que referenciam as crianças.

































Fotos: Larissa Alves
Vídeo Profissional: @igoralexandrefilmes

Snap Instagram: @yara.line
Paula Sales: Fotógrafa de bebês, crianças e família. 

Gestantes com @claudiafotografiaedesigner
Orçamentos pelo telefone (062) 9856 0505 (whatsapp) ou 3587 5291 www.paulasales.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Resenha: ROTA 66. A história da Polícia que Mata

BARCELLOS, Caco. Rota 66. A história da Polícia que Mata. -13ªed. Rio de Janeiro: Record, 2012.

Síntese

A obra aborda a questões polêmicas que gira em torno da conduta de policiais militares de São Paulo, em ações de combate ao crime. O Jornalista Caco Barcellos investiga a atuação dos 22 anos de Matança da Polícia Militar e faz um balanço assustador com um resultado surpreendente: a maioria dos assassinados eram pessoas inocentes e que nunca tiveram passagem pela polícia.


Crítica


A linguagem utilizada pelo autor é de fácil entendimento, porém, faz uso exagerado de narrativa descritiva deixando a leitura, em certos momentos, cansativa. É também um elemento fundamental para dar veracidade aos fatos e detalhar melhor a cena trabalhando com o imaginário do leitor. São cenas estarrecedoras, fatos que mexem com o emocional, faz o leitor ficar ansioso pelo desfecho, emocionado, ter sede de justiça e por fim, compreender que tudo se trata de uma infeliz realidade.

O autor com sua peculiaridade conta histórias dentro de outra história. Esta forma de tecer a obra nos demanda muita atenção para que o leitor saiba quando um fato que havia sido interrompido foi retomado novamente. Rota 66 tem esta característica quando estamos a ler um determinado acontecimento e, por um momento, nos damos conta de um pequeno desvio na história, utilizado de forma explicativa.

Esta “brincadeira” ele também faz atualmente em seu programa “Profissão Repórter”, que vai ao ar na TV Globo, com formato dividido em três blocos, começando a apresentar determinada história que é interrompida por outras histórias. Quando o telespectador começa a se interessar pela história que está sendo apresentada, o programa volta a mostrar a história que estava sendo apresentada no início do programa (um verdadeiro jogo de atenção e audiência). 

Mas, analisando a obra de interesse, Rota 66 é divida em três partes sendo que a primeira parte contém nove capítulos; a segunda parte contém sete e a terceira parte, também contém sete capítulos. Um livro voltado para conduta de Policiais Militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – SP, o autor nos conta seu plano de denuncia que se torna mais abrangente com várias descobertas.

Todos os capítulos são ocupados por relatos de crimes bárbaros, cenas do crime forjadas, morte de inocentes, ações violentas de combate ao crime, à quantidade de policiais desnecessárias numa ação, agressões, mentiras, revolta e muita dor, mas o último capítulo também é direcionado a uma conclusão surpreendente.

Caco Barcellos, como jornalista investigativo, relata ter crescido vendo jovens das periferias correrem do Veraneio; impunidade, morte de trabalhadores, a dor das famílias, a chance que não é dada para recuperação de jovens envolvidos em furtos e assaltos, as abordagens de tortura dentre outros, faz- nos supor que o levantamento e o nível de interesse em identificar as vítimas de assassinatos por policiais, através do seu banco de dados – feito com base em entrevistas, recortes de jornais e análises de outros materiais - faz parte desta vivência que lhe proporcionou maior encorajamento e necessidade de fazer algo pelos injustiçados.

O livro é um trabalho que mostra não apenas a formação de um jornalista, seus ideais e interesses, mas um investigador que vai além de suas forças físicas, se fazendo presente em órgãos públicos para colher informações que pudessem ajudar em sua pesquisa: IML, Cartórios, Hospitais, delegacias, dentre outros, lhe dando com pessoas que poderiam acarretar-lhe grandes problemas pessoais. Se isto aconteceu, a obra nada comenta, dando preferência apenas às retaliações vividas por outros.

Um quesito importante a ser observado é a imparcialidade. Este sentimento que jornalistas lutam para doar em suas matérias é algo que a produção de Caco não possui, ou pelo menos, esta produção – especificamente. Ele faz questão de mostrar que possui um lado e este lado é o dos mais fracos, ou seja, das vítimas. Essa afirmação não ocorre apenas na apresentação do livro Rota 66, mas em todos os capítulos, de forma a argumentar sua defesa com fatos reais e instigantes.

A forma como Caco Barcellos conduziu sua experiência de pesquisa em paralelo com sua profissão, leva-nos a questionar o papel do jornalista na sociedade e sua conduta. Cabe ao jornalista por em risco sua própria vida em prol da informação? Cabe ao jornalista investigar a fundo, interpretar, traduzir e informar? O jornalista tem que ser imparcial o tempo todo? 

A imprensa, por sua vez, une um “turbilhão” de informações coletadas na correria da vida jornalística e lança sobre a sociedade. A apuração dos fatos é um processo minucioso e que muitas vezes é vedado, mesmo se verdadeiro. Muitas empresas de comunicação se reduzem a mostrar apenas aquilo que lhes interessam e que não irá lhes causar “danos financeiros e retaliações”, uma verdadeira politicagem. 

Rota 66 também é conduzida a um cenário com esquema de politicagem quando mostra uma polícia que acoberta crimes, patentes homenageadas e matadores com sua moral elevada, além de contar com uma imprensa que noticia informações oficiais não sendo verdadeiras e a classificação de notícias que “rende” mais. “Sou novato na profissão, mas já constato que na cobertura de assuntos policiais a imprensa também dá um tratamento diferenciado às pessoas pelo critério da sua condição social” (BARCELLOS, 2012, p.26)

O primeiro capítulo apresenta três jovens: Fernando Noronha, Augusto Junqueira e Carlos Inácio que estão em um fusca azul sendo perseguidos por um Veraneio Cinza, da Polícia Militar. Todos eram menores de idade e faziam parte da classe social média alta. A narração contém informações sobre a rotina dos jovens e todos estes elementos, são vistos por Caco como um ponto inicial para estudar passo a passo o que levava a polícia a matar, qual o perfil dos jovens assassinados - classe social e a ficha. “Ao disparar a metralhadora contra o Fusca azul, eles nada sabem a respeito da vida dos três rapazes”. (BARCELLOS, 2012, p.44)

Caco utilizando seu faro jornalístico tentava concretizar sua pesquisa ouvindo diversas fontes e analisando todas as possibilidades. Atualmente, alguns jornalistas se prendem a ouvir duas fontes ou três, que as garantem e as assegurem da pauta proposta. A obra mostra um jornalista disposto a ouvir não apenas uma, duas ou três, mas ouvir, pesquisar, investigar, comparar todos os indícios e fontes.

Sua pesquisa foi praticamente um trabalho de “formiguinha” que se valia de um objetivo além de informar: Tinha sede de justiça e queria uma evidente mudança. Sua obra tem objetivo semelhante: o de promover formadores de opinião, capazes de enxergar além daquilo que lhes são apresentados todos os dias pela mídia e pela própria sociedade.

Utilizou os métodos de Pesquisa no Jornal “Notícias Populares” e também teve acesso a Boletins de Ocorrências, mas sua disposição valia para acompanhar a movimentação que acontecia no Instituto Médico Legal. Seu objetivo era entrevistar pessoas que pudessem esclarecer e justificar as mortes, e se estas eram vítimas de assassinatos em troca de tiros com a polícia. Na coleta de informações junto ao cartório da justiça militar, mesmo sendo fonte confiável, encontrou dificuldades frente à burocracia. Com os elementos em mãos, Caco, fez uso de comparação para tentar estabelecer correlações e chegar a conclusões.

No livro é possível encontrar vários fatos que nos impressionam, mas, analisando de forma crítica e jornalística e deixando de lado as emoções podemos destacar como fabuloso todo o empenho que o jornalista investigativo teve. Conseguiu uma sala pequena, entulhada de papéis, livros e vidros com amostras dentro do IML. Tinha um plano e o colocou em prática mesmo com todas as dificuldades ali impostas. Não era uma sala empoeirada que o faria parar e muito menos, a desorganização dos documentos. 
A primeira visão era de fato assustadora. Alguns armários sem porta mostravam grandes garrafas de vidro com pedaços de corpos mergulhados em formol. Mãos. Pés. Cabelos. Fetos deformados. Olhos. Muitos vidros cheios de olhos flutuantes. Álbuns e mais álbuns com fotografias de cadáveres em todos os estágios de putrefação. Livros de capa preta. Velhos instrumentos um dia usados nos exames de necropsia. Cadeiras quebradas. Pedaços de macas. Máquinas de escrever emperradas. Apontei o centro da sala, para mostrar ao diretor o motivo de meu interesse. Uma montanha de pastas e papéis velhos cobertos de pó. (BARCELLOS, 2012, p.121)
           
A parceria com pessoas que tinham interesses em comum, de fato, favoreceu o desenvolvimento de sua investigação. O autor contou com a ajuda de Daniel Annenberg para aprimorar sua pesquisa e com Sidney, na coleta de informações. Usou um método de seleção que pudesse analisar o real interesse e a força de vontade de quem se candidatava e se propunha a separar primeiramente uma pilha de papéis; a organizar; catalogar e viver com a pouca remuneração oferecida.

A quantidade de informações, dados, números e histórias chegaram a um ponto que não eram mais suficientes para dar peso e credibilidade a pesquisa do autor jornalista, que parte para uma atitude mais ousada na tentativa de conseguir uma prova visual ou um áudio.

Em contrapartida, analisamos nos dias de hoje a atitude e o posicionamento de alguns profissionais de comunicação que se dão por satisfeitos em redigir suas matérias em confortáveis poltronas, salas ar-condicionadas e sem muito interesse para ir onde está a notícia. O auxilio e a praticidade da internet grandemente tem contribuído para uma “mídia preguiçosa” que pesquisa, produz, reproduz e ponto final.

Seguindo adiante, Caco Barcellos deseja ir onde está a notícia, mas não quando ela já aconteceu, e sim quando ela está acontecendo. É surpreendido com um convite de um oficial de relações públicas para acompanhar numa ação policial do patrulhamento. Ele não se esquiva de participar da ação dentro de uma viatura, podendo assim, visionar melhor o trabalho dos policiais.
[...] constatamos que os homens da Rota sabem cumprir suas obrigações: tratar os civis com educação, respeitar seus direitos, cuidar da segurança sem violência, sem arbitrariedades. Desconfiamos, porém, que o estilo excessivamente cordial desta noite possa ser um jogo de cena para nos impressionar. (BARCELLOS, 2012, p.200)

       
O jornalista tem que ter “jogo de cintura” para conduzir os fatos e o relacionamento com sua fonte. Isto também impressiona o leitor quando Caco diz, “chefe da equipe, capitão lezo Conte Silva, quatro assassinatos de sua autoria registrados em nosso Banco de Dados, estava sentado à frente, ao lado do motorista. Adora dar ordens aos subordinados pelo rádio” (p.198)

A vivência de jovens recém-formados em jornalismo e suas relações com as fontes vão se tornando mais fortalecedoras no quesito, amadurecimento, diante das tratativas encontradas ao longo da profissão.

Não obstante, o autor faz questionamentos aos policias sobre suas condições salariais e de trabalho e chega à conclusão que, apesar de alguns ganharem pouco, a vantagem de trabalhar na ROTA é meramente por ser um nome de peso, uma unidade de elite, o que não justifica o comportamento agressivo.

Pode-se dizer que é difícil imaginar leitores sendo convencidos a ver um lado inocente, puro e correto na figura de jovens presos. A mídia, a sociedade e a própria conduta de jovens que por algum momento na vida tenha errado e que não tenha mais as mesmas atitudes, mesmo sendo desta forma, é difícil a sociedade perdoar.

Este modelo estereotipado que é imposto, todos os dias, faz com que leitores tenham certa dúvida antes de ler a obra e venham a questionar: Qual o lado deste autor? Qual sua defesa? A história da polícia que mata – Então, não deveriam matar? Não deveriam punir? Apenas punir seria o correto e o mais viável? Nossas leis frouxas possibilitam punições sem a necessidade de exterminar o mal pela raiz? É confiável a reintegração destes jovens na sociedade?

São muitos os questionamentos que faz com que o cidadão de bem, que teme a bandidagem, leia um livro que acusa uma polícia que mata e defende jovens que tenha cometido delitos considerados leves (roubos e furtos). Embora a defesa seja também de inocentes é de fato um desafio escrever uma obra que traz está condição de quebrar paradigmas e estereótipos e faz com que o leitor consiga enxergar o que está por trás de uma “suposta verdade” imposta por uma massa, portanto, a obra de Caco Barcellos é persuasiva. Os amantes da leitura superam seus questionamentos e se entregam a leitura da obra.

A descrição dos assassinatos faz com que o medo e a dor das vitimas venham a passar como filmes na nossa mente. O desfecho injusto de crimes as quais os matadores foram absolvidos faz com que venhamos a mudar de ideia nos envolvendo lentamente em cada uma das histórias. “Os rapazes, com exceção de Lázaro, são colocados de joelhos junto a um barranco de menos de 1 metro de altura. Eles imploram para não morrer quando as armas começam a ser disparadas”. (p.267); “O PM aproxima a arma de seu rosto. Lázaro sente o cano de ferro nos lábios. Depois do último disparo, dentro de sua boca, Lázaro ainda está consciente.” (p.268); “As vítimas, desarmadas, indefesas, apavoradas com a perseguição policial, amedrontadas com os tiros disparados, foram mortas, segundo a interpretação do promotor João Benedito de Azevedo Marques, com requintes de crueldade” ( p.89).

Estas e tantas outras descrições é que nos prendem. A pesquisa de Caco o possibilitou a fazer um Top List dos 10 policiais mais matadores. Conforme andava as investigações, este top list ganhava novos nomes e novos rankings. É possível pensar que a sociedade de hoje, merece ser posicionada e atualizada de fatos que, por muitas vezes, acabam por cair no esquecimento. A mídia com seu poder de influência devem explorar fatos que merecem justiça e não engavetá-los.

A conquista árdua por informações o levou a tomar iniciativas que não revelasse sua verdadeira identidade.

[...] procurei discretamente me misturar aos amigos e parentes, fiéis de uma igreja evangélica. Passeia acompanhar a sua recuperação nas semanas seguintes, com visitas diárias ao hospital, sem me identificar como repórter. Evitava perguntas da família sobre meus objetivos, sempre levando nas mãos um pequeno livro de capa preta: a Bíblia Sagrada. (BARCELLOS, 2012, p. 265)
             
Ao final da obra, o autor conta que a prova visual é conquista. A tortura ali exposta estava sendo discretamente filmada e, mais tarde, apresentada no Jornal Nacional.

Logo depois da entrevista percebemos que os dois rapazes continuavam sendo agredidos por um grupo de PMs, junto à entrada da carceragem da delegacia. Discretamente, Renato Rodrigues coloca a câmera embaixo de seu braço esquerdo. Com a mão direita ajusta o foco. Aperta o botão que dispara a gravação um pouco antes do momento em que um PM chuta o menor ferido na barriga. Em seguida, o rapaz leva um tapa no rosto fora do ângulo de alcance da câmera, se desequilibra e volta para a posição em que estava antes. Um outro PM se aproxima do menor, enfia o dedo em seu ferimento, dá um beliscão. Avisado por um colega, o PM olha assustado em nossa direção. Recua imediatamente e consegue sair do ângulo de visão da câmera. Mas era tarde demais. (BARCELLOS, 2012, p 274)


Seu estudo e seu esforço provava a existência do abuso de poder; de negligências e de injustiça. O balanço final de seu trabalho apontava que os criminosos não representavam a maioria entre as pessoas mortas por policiais miliares, neste período de 22 anos analisados. A maior parte dos civis mortos pela Polícia Militar de São Paulo é composta pelo cidadão comum com ficha limpa – inocentes. “Identificamos 2.027 inocentes assassinados pelos matadores da PM”; “Na seleção dos dez PMs com maior número de vítimas registradas em nosso Banco de Dados, pelo menos um deles tem uma história coerente com a sua fama de matador de bandidos”.(p.257) revela também, “[...] o pequeno número de policiais militares mortos, quatro tiveram participação em algum crime. Mais de seis tinham o passado limpo. Suas fichas nos foram devolvidas com um carimbo de duas palavras: nada consta.”(p.258); “A incrível desproporção com o número de mais de 4 mil civis mortos reforça nossas suspeitas sobre a legitimidade dos confrontos armados durante o policiamento”.(p.258)

Dentre todas estas revelações, o balanço final aponta o racismo como fator preponderante como motivo das execuções. Pessoas de raça negra e parda e situação econômica de baixa renda eram os principais alvos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Filme: A História Verdadeira.

site adorocinemas.com 

O filme é baseado em fatos reais e conta a história do jornalista Michael Finke, demitido do New York Times por usar mentira em uma de suas matérias.  Ao tentar se retratar com a empresa em que trabalha ele pede que a retratação não fosse publicada, para evitar problemas em futuras contratações.
Preocupado com sua reputação e tentando retomar sua carreira jornalística, Michael tem agora uma oportunidade e a agarra com todas as forças. Ele é informado que um homem chamado Christian Longo mata esposa e três filhos, em seguida, foge para o México se identificando como Michael Finke.

O que me chama a atenção é o comportamento do jornalista Michael tentando subjugar seus próprios anseios na tentativa de conseguir uma matéria exclusiva. Esta impressão parte da carta em que escreve para o suspeito, dizendo que se sentia honrado em saber que ele usará seu nome e que pretendia encontrá-lo e tentar entender por qual motivo havia se identificado de tal forma.

O ditado “o feitiço volta contra o feiticeiro” caberia nesta história. A tática do jornalista foi praticamente um “tiro no escuro” tentando retomar não apenas sua carreira, mas sua reputação. Seus olhos mostravam o quanto estava agitado em busca da verdade, a verdade que o salvaria de uma mentira que o fez perder o próprio emprego.
A relação entre fonte e jornalista é que esta em questão. Fiquei analisando como o corpo dele falava frente a sua fonte e como sua fonte o interpretava. Christian Longo diz a Michael que o conta toda a verdade, desde que ele o ensinasse a escrever e a falar bem, assim como o próprio jornalista e em segundo momento, que publicasse a matéria somente após o julgamento.
Em contrapartida o jornalista cede às vontades de sua fonte deixando-o ciente que o que viesse a publicar, talvez não o deixasse satisfeito. Neste quesito, o telespectador pode se perguntar como deve ser a relação entre jornalista e fonte? Confiabilidade? Um “pé” um pouco atrás? Usar sempre a imparcialidade? Ser parcial em dados momentos?
Michael se sente empolgado com a promessa de exclusividade e em vez de uma matéria, dá inicio a escrever um livro.  A Superficialidade com que o filme mostra a desenvolvimento de criação do livro dá a entender que o jornalista não ouviu outras fontes, apoiando-se totalmente no suspeito, ouvindo apenas um lado da história.A série de diálogos entre os personagens e o comportamento contraditório do réu, Christian Longo, põe em risco mais uma vez a reputação do jornalista, que se dá conta de que estava sendo usado por um assassino, capaz de seduzir o júri com suas supostas verdades, usando da confiança e do estilo aventureiro de Michel para se portar frente ao julgamento.
Diante de tal fato, é possível questionar quais os lados da notícia? Ela deve ser vista apenas como mercadoria?  Jornalistas podem fazer “negociações” com suas fontes em troca da informação? Vale tudo pela notícia?Não obstante, o filme possui um conteúdo rápido de apresentação e linguagem de fácil compreensão, de forma que a “confusão” aparente reflete apenas na atitude do personagem assassino. A impressão que tenho é que o filme terminou incompleto sem que o telespectador pudesse entender ao certo, por qual motivo um assassino usa a identificação de um jornalista; dá exclusividade para que ele conte sua história sendo uma história de mentira; contradiz todo o trabalho que desenvolveu contando ao jornalista e mudando seu depoimento no tribunal assumindo o delito.No final do filme, Michael encontra com Christian na prisão já sentenciado para o corredor da morte. Michael diz que já sabe que Christian é o assassino e que já passou referencias para o advogado e para o juiz ficarem atentos quanto às táticas que Christian pudesse usar. Fiquei tentando entender esta parte, tendo em vista que o personagem já estava sentenciado.
A confusão final foi quando Christian aparece fisicamente somente para Michael que está apresentando o seu livro ao público. Se o cara estava preso, como apareceu? Seria o subconsciente do jornalista se culpando? Creio que sim! Ele aparecia e desaparecia.Também considerei a fotografia do filme comum, sem muitos efeitos contendo uma iluminação e tons claros.No que diz respeito aos atores, são bons, principalmente James Franco a qual tive a oportunidade de ver atuação em outros filmes. O papel da esposa do Jornalista, interpretada por Felicity Jones achei “vago” uma vez que durante a trama se sentia perdida, sempre com um “ar” de medo, mistério no olhar e suspeitando de algo que ficou subtendido.
O filme não é “tão ruim” mais poderia ser mais claro e exploratório, agregando mais riqueza de detalhes e valor aos personagens.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Exposição "Doações"


A Prefeitura de Anápolis e a Secretaria de Cultura, por meio do Museu de Artes Plásticas de Anápolis, convida artistas e apreciadores para visitarem a exposição "Doações". 
A Exposição terá início no dia 16 de novembro e ficará disponível até 4 de dezembro, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira.




terça-feira, 10 de novembro de 2015

“Imaginário Primitivo” - Arte Naif conquista espaço no HGG junto ao Projeto Humanizar e oferece suavizar a dor de pacientes.

Há quem diga que a arte tem o poder de curar, assim como elementos da natureza inseridos em tratamentos físicos, psicológicos e afins. Dra. Nise da Silveira, importante psiquiatra brasileira, conta em artigo, que utilizou durante anos a arte junto a seus pacientes como terapia ocupacional e obteve resultados admiráveis.

Esta nova forma de expandir a arte e uni-la as necessidades humanas tem se tornado cada vez mais comum e enriquecedora. Com o objetivo de trazer melhorias, conhecimento cultural e momentos de alegria a pacientes é que o Hospital Alberto Rassi, em Goiânia, apresentará ao público belíssimas obras de renomados artistas, amantes da arte naif.

A exposição “Imaginário Primitivo” terá início no dia 11 de Novembro ás 19 horas, no Ambulatório de Medicina Avançada do HGG com a presença dos artistas: Américo Poteiro, Helena Vasconcelos, Sandro Carvalho e Vera Marina. A iniciativa faz parte do Projeto de Humanização do hospital.

A arte Naif é interpretada como paixões pelo simplório, pela leveza, criatividade e pureza de cada artista, colocadas em suas telas como lembranças, suas crenças, festas populares, o belo, o encantador. Toda esta energia estará disponível ao público em 90 telas além de esculturas, vasos e oratórios até o mês de fevereiro de 2016, com horários de visitação das 09 ás 16 horas.

A Arte e Humanização

O Hospital Alberto Rassi coordena o Projeto Humanizar com atividades que trazem educação, cultura e motivação aos seus pacientes. O objetivo é suavizar a dor não apenas física, mas emocional que eles enfrentam ao longo do tratamento.

As ações são realizadas em datas comemorativas com parceria junto aos demais setores do hospital e alcança além dos pacientes, colaboradores, acompanhantes e o público externo. Os benefícios vão de bem estar, acesso cultural, participação em oficinas de arte e sarau, além de diversão e o uso da criatividade exposta em telas.

Biografia sintetizada dos Artistas


Américo Poteiro (superior esquerda), Helena Vasconcelos ( superior direita), Sandro Carvalho ( inferior esquerda) e Vera Marina ( Inferior direita).

Américo Poteiro dedica-se a artes esculturais e ceramistas, fazendo do barro sua matéria – prima mais desejada, aflorada e fascinante. Seguindo os passos do saudoso pai, Antônio Poteiro, Américo já sabe lhe dar com temáticas rurais e ecológicas, não obstante a sua personalidade bem acentuada.


Helena Vasconcelos conhecida também como “Senhora das Cores” tem a primazia no olhar, a delicadeza e ao mesmo tempo a firmeza na ponta dos dedos, dedicando-se a pintura de manifestações populares e folclóricas, registrando a arte enriquecedora das congadas, folias de reis e afins.

Sandro Carvalho resgata a memória de sua infância e o frescor da juventude.
Telas que sensibilizam o público pela pureza, inocência e leveza.

Vera Marina é reconhecida pela curadoria do Museu Internacional de Arte Naif aonde duas de suas obras fazem parte do acervo. Voluntária de Projetos Sociais que tem a arte como foco principal, a artista e advogada não associa valores às obras, doando apenas amor e conhecimento ao seu público.
Data: 11 de novembro (quarta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Hospital Alberto Rassi – HGG
Endereço: Avenida Anhanguera, número 6.479, Setor Oeste

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Convite Imaginário Primitivo


Análise da reportagem: A Enfermaria entre a vida e a morte.

pO
Ao ler a reportagem “ENFERMARIA ENTRE A VIDA E A MORTE”, publicada na revista Época no dia dezoito de Agosto, descobrimos elementos que caracterizam os estilos de reportagem. A reportagem em si é informativa e utiliza de metáforas. Para iniciar esta análise, podemos destacar características de um texto dissertativo, que se sustém em informações generalizantes e de juízo de valores. São fundamentadas em dados e declarações, possui argumentações do autor, o texto é estruturado (início, meio e fim), conclusivo e lógico.

Podemos encontrar características de uma reportagem de fatos (Fact-story), onde o relato dos acontecimentos é narrado em sucessão, por ordem de importância. O autor narrou o dia-a-dia da enfermaria mostrando os aspectos das salas, dos pacientes e os acontecimentos mais importantes – usando a pirâmide invertida.

No primeiro parágrafo o texto se assemelha ao gênero literário em uma narrativa que mistura elementos descritivos. Vejamos um exemplo:
“De repente, João Barbosa de Lima começou a rir. Seu corpo devastado pelo câncer se sacudia todo na cama de hospital. Depois de meses sem um sorriso, o iceberg que comprimia seu riso se desprendia dele.”
Fragmentos descritivos:
“... filho me beijava, neto me beijava, mulher me beijava, e eu não consegui sorrir...”.

“... comprimia seu sorriso...”; “Puxava um lenço encarnado para enxugar os olhos...”.

Encontramos também aspectos de reportagem narrativa documental – Relato documentado, que apresenta os elementos de maneira objetiva, acompanhados de citações (neste caso – declarações, depoimentos) que complementam e esclarecem o assunto tratado. Aproxima-se de pesquisas – dados que conferem fundamentações.

Exemplo:
“No início dos anos 70, a psiquiatra Elizabeth Kubler - Ross, conhecida por descrever os estágios do processo de morte, levou Cicely e suas idéias para os Estados Unidos, onde o movimento ganhou força”.
Característica de reportagem dissertativa

No início desta análise foi abordado sobre o aspecto geral desta reportagem – o ato dissertativo. Mesmo possuindo várias características que ainda serão apresentadas, podemos observar que o elemento principal e geral neste texto, foi à dissertação, porque o autor deu base, fez fundamentações, indagações e complementações.

Exemplo:
“Como dizer ao médico para parar no momento em que a morte é iminente e inevitável?...”.

“Podemos fazer nossas próprias regras, mas entre elas não está viver para sempre.”

“Começamos a morrer no exato instante em que começamos a viver”. “E hoje estamos mais mortos do que estávamos ontem.”

“Tornou-se deselegante sofrer em público. Com a desculpa – fornecida pelos outros – de que precisamos de solidão para lidar com a perda...”.
Reportagem de ação (Action-story)

Existem vários trechos que levam o leitor a ser atraído, justamente pelo desenrolar dos acontecimentos, um relato movimentado que permite a visualização de cenas. Como esta reportagem conta a vida de pessoas destinadas a morrer, o autor trabalhou muito bem com as palavras neste aspecto. Permite que o leitor se envolva se emocione e que viva a história intensamente e isto ocorre o tempo toda – nos faz lembrar do que estudamos no texto “Namoros com a literatura” que diz a cerca de elementos que o texto deve possuir: força, clareza, condensação e novidade.

A reportagem de ação trabalha o tempo todo com a força – prende o leitor e o faz ter uma visualização dos fatos.

Reportagem sensacionalista

O fato relatado produz uma sensação intensa, capaz de emocionar ou causar escândalo. Vejamos alguns trechos:
“... Todo dia ela assistia á sogra apodrecendo por dentro, viva.”
“À medida que o buraco aumentava fazer os curativos ia se tornando mais difícil.”

“Quando lavava suas roupas, encontrava ovos e larvas de bichos.”
“Quando a água que a doente bebia começou a entrar pela boca e sair pelo buraco...”
A reportagem sensacionalista[1] possui adjetivações, é totalitário, leva a imprecisão, é audacioso, irreverente, possui questionamentos, mas também pode ser imprecisa, ter erros na apuração, distorção, deturpação e um editorial agressivo.

No caso desta reportagem, não estou dizendo que houve um erro na apuração e nem que ocorreu distorção ou deturpação de informações, porém é de extrema audácia, causa tensão ao leitor e é irreverente.

Exemplos:
“Apodrecer por dentro pode ser uma benção...”.

“Uma doente tem um tumor na coxa esquerda. Apodrece por fora. Uma flor de carne que a cada dia engole um pouco mais dela.”
A reportagem conto
No início da reportagem o texto se aproxima de uma característica interessante, onde o autor começa por particularizar uma ação, escolhendo um personagem para ilustrar o tema que pretende desenvolver. A situação dramatizada serve para abrir a reportagem – incorpora a narração para prender a atenção do leitor.

Exemplo:
“De repente, João Barbosa de Lima começou a rir. Seu corpo devastado pelo câncer se sacudia todo na cama de hospital.”
Neste caso, João Barbosa de Lima seria o personagem e a expressão “... seu corpo devastado pelo câncer se sacudia todo na cama de hospital,” dramatiza a abertura da reportagem. É a narração de uma história com um personagem definido e com uma situação vivenciada.

Existem vários estilos de reportagem – No caso do texto “A ENFERMARIA ENTRE A VIDA E A MORTE”, podemos encontrar uma mistura de elementos e de gêneros jornalísticos. O autor usou muito bem elementos narrativos, descritivos, dissertativo - argumentativo. Ler o drama que ás vezes é sensacionalista, outras vezes moralista com as argumentações da autora, não deixa de ser emocionante, intrigante, tenso, reflexivo.

[1] ANGRIRANI, Danilo. Sensacionalismo na Imprensa. Espreme que sai sangue. Sp.Summus,1995.Coleção Novas Buscas em Comunicação

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites